01/03/2009 - Saiu no blog do Sérgio Dávila (portal UOL)
O título desse blog é fato, não opinião. O jornal "Washington Post" publicou reportagem de primeira página hoje dizendo que cada vez mais empresa italianas recorrem à Máfia para fechar as contas do mês. É que os bancos locais, que são historicamente mão-fechada na hora de emprestar se comparados com os padrões internacionais, fecharam ainda mais o cofre na crise atual. Com o crédito seco,estima-se que 180 mil empresas italianas tenham ido bater na porta da organização criminosa (a Máfia, que fique claro) para conseguir honrar os compromissos.
Um detalhe chamou minha atenção: segundo a reportagem do diário norte-americano, os mafiosos cobram em média 120% de juros ao ano. Fui vasculhar e achei reportagem desse UOL do fim do ano passado segundo a qual os bancos brasileiros cobram hoje 191,75% de juros no cheque especial, em média, por ano. Essa porcentagem saltou 34 pontos em 2008, no mesmo período em que a taxa Selic de juros subiu apenas 2,5 pontos.
Faça as contas: se o brasileiro entrar R$ 500 no cheque especial, pagará juros de R$ 959,75 ao final de um ano. Se pedir o mesmo valor para um mafioso, terá de morrer "apenas" com R$ 600 de juros. A diferença está no que acontece se você não pagar em dia: com a Cosa Nostra italiana talvez dê para negociar...






2 comentários:
essa materia mostra bem a engrenagem do sistema financeiro mundial, é o verdadeiro capitalismo selvagem onde os governantes estão mais interessados em poupar as fontes de onde vem os financiamentos das capanhas eleitorais, não fiscalizando as instituições financeiras, principalmente as de crédito, situação que levou os EUA a atual crise econômica.
Sem contar que a máfia em muitos Países além de ser um ótimo negócio emprestar para empresas também patrocinam campanhas eleitorais, não para vereadores e sim para Presidentes, em troca que será que eles pedem?
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