Caros alunos,
Nas orientações das monografias, um dos temas que mais me chamam atenção é quanto às avaliações de público alvo segundo sua Renda – em cada projeto há uma segmentação por renda que leva em conta outros fatores que não as distribuições segundo o IBGE.
Para facilitar o entendimento que quem participa de cada classe social e qual é a renda de cada público, adaptei uma tabelinha contendo as distribuições do IBGE/FGV, lembrando que a classificação por classe social é uma adaptação da FGV aos dados da PNAD – Pesquisa Nacional de Amostras Domiciliares do IBGE que estratifica por faixa de renda, inclui também a estratificação de renda segundo o Critério de Classificação Econômica Brasil divulgado anualmente pela ABEP – Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa.
E onde vocês utilizarão essa tabela? Quando vocês forem realizar o posicionamento dos produtos/serviços, além da estruturação dos questionários de pesquisa de mercado – quando vocês perguntam qual a renda de cada entrevistado.
| CLASSE SOCIAL | RENDA MENSAL | RENDA MENSAL EM R$ |
| A | + de 15 SM | + de R$ 6.225,00 |
| B | + de 5 SM até 15 SM | de R$ 2.075,00 a R$ 6.225,00 |
| C | + de 3 SM até 5 SM | de R$ 1.245,00 a R$ 2.075,00 |
| D | + de 1 SM até 3 SM | de R$ 415,00 a R$ 2.075,00 |
| E | até 1 SM | até R$ 415,00 |
fonte: adaptado de PNAD 2008, ABEP 2009 e Fundação Getúlio Vargas. Considera salário mínimo vigente em 2008 de R$ 415,00
Os dados do PNAD 2008 mostram uma evolução, ainda que pequena, na distribuição de renda no Brasil sendo que os dados mostram que as famílias mais pobres tiveram uma melhora no seu poder de compra, mesmo assim mais da metade da população brasileira vive com menos de R$ 415,00 por mês. Esta melhora pode ser explicada pelo aumento do nível de emprego no País e pelos programas sociais do governo federal voltados à camada mais pobre da população.
Já quando estamos fazendo as análises referentes às faixas etárias, normalmente quebramos aleatoriamente, mas podemos seguir um padrão já estabelecido para a pirâmide etária.
Podemos seguir 2 padrões, dependendo do tema da monografia: se o produto/serviços for ligado ao segmento de saúde a pirâmide etária segue o padrão da tábua de mortalidade do Ministério da Saúde – a lógica desta tábua está nas características de cada idade em relação à saúde e, portanto, difere-se da pirâmide etária do IBGE. Notem que dependendo da ótica pela qual visualizarmos a população podemos chegar a conclusões diferentes ao usar cada uma das pirâmides.
| Faixa etária IBGE | Faixa etária Min Saúde |
| 0 a 4 | 0 a 18 |
| 5 a 9 | 19 a 23 |
| 10 a 14 | 24 a 28 |
| 15 a 19 | 29 a 33 |
| 20 a 24 | 34 a 38 |
| 25 a 29 | 39 a 43 |
| 30 a 34 | 44 a 48 |
| 35 a 39 | 49 a 53 |
| 40 a 44 | 54 a 58 |
| 45 a 49 | 59 ou mais |
| 50 a 54 | |
| 55 a 59 | |
| 60 a 64 | |
| 65 a 69 | |
| 70 a 74 | |
| 75 a 79 | |
| 80 ou mais |
Desta maneira podemos verificar pelos dados divulgados pelo IBGE e pelo Ministério da Saúde como está distribuída a pirâmide etária.
O número de crianças e adolescentes de até 14 anos de idade, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD 2008, representava 24,7% do total da população, enquanto em 1998 esse percentual era de 30,0%, portanto houve uma redução de 17,7% nos últimos 10 anos. É importante destacar o considerável aumento da população idosa de 70 anos ou mais de idade. Em 2008, a PNAD apontava para um total de 9,4 milhões de pessoas nesta faixa etária, 4,9% da população total. A redução da população de crianças e jovens e o consequente aumento da população adulta e idosa está associada à queda continuada dos níveis de fecundidade e ao aumento da expectativa de vida.
A conclusão que se chega é que o Brasil já não pode ser considerado um País de jovens, uma vez que a população está envelhecendo cada vez mais, a taxa de fecundidade já está abaixo de 2,0 (nível mínimo para reposição da população). Portanto devemos ficar alertas sobre as necessidades crescentes da população mais velha adaptando produtos e serviços para atender a esse público.
Prof. Elson Hazelski Teixeira é consultor sênior da Motriz Empresarial, palestrante e professor das disciplinas de Empreendedorismo, Qualidade e Produtividade, Mercado Financeiro em cursos de graduação.






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