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quarta-feira, 6 de maio de 2009

ES1/MF/Q&P - Maioria não é da capital

Segundo os dados da pesquisa encomendada pela Gazeta do Povo, 55% da população nasceu em outra cidade do Paraná ou em outro estado

Gazeta do Povo 25/03/2009 | 00:17 | Vivian de Albuquerque

Do Acre para a capital do PR - Vinte e quatro anos, nascido em Rio Branco, no Acre, o publicitário Guilherme Empke veio para Curitiba com 15 anos, acompanhando a transferência do pai, militar. “Hoje tenho minha vida formada aqui, em Curitiba”, conta. “Quando vim para cá não gostei muito. Eu tinha amigos lá e aqui fiquei meio isolado. Mas isso foi sendo vencido e agora gosto bastante da cidade, do clima mais fresco e dessa coisa de ser ao mesmo tempo uma cidade grande e pequena. Uma capital que parece interior.”

Vida tranquila - Nascida em Curitiba, a aposentada Vera Maria Santos Lima, 56 anos, nunca teve preocupação com distâncias. Quando ainda trabalhava, conheceu o marido – um carioca – casou e decidiu sair de Curitiba para viver em uma chácara em Piraquara. “Isso faz 31 anos”, lembra. “As crianças nasceram aqui e, na época, eu trabalhava em Curitiba. Meus filhos não estão mais em casa, separei-me, mas continuo morando em Piraquara”. Vera Maria tem uma horta orgânica, um jipe, mas o que mais gosta é da sua bicicleta. É com ela que vai até a academia que frequenta, no bairro Tarumã, em um percurso de 26 quilômetros. “É a vida que eu pedi a Deus. Gosto da vida rural próxima à cidade.”

Com uma população de mais de 3 milhões de habitantes, a capital do Paraná e sua região metropolitana reúnem diferentes histórias quando a pergunta é “quem somos nós – moradores da Grande Curitiba – e de onde viemos?”. Segundo os dados da pesquisa encomendada pela Gazeta do Povo, 55% da população nasceu em outra cidade do Paraná ou em outro estado, e veio para a capital e municípios vizinhos, principalmente, para acompanhar os pais.

Professor nas cadeiras de Estratégia de Empresas e Projeto Integrado de Negócios da Fundação Getúlio Vargas, Luciano Salamacha diz acreditar que a atratividade de Curitiba e RMC vêm sofrendo transformações ao longo do tempo. “Houve uma época em que estar em Curitiba significava ter acesso à educação e à saúde”, comenta. “Depois, com a Cidade Industrial, ela virou sinônimo de emprego. Nas décadas de 1980 e 1990, o que se via era uma cidade projetada com conceitos urbanísticos inovadores. Até que no fim de 90, houve uma revitalização da indústria com a entrada das empresas automobilísticas”. Segundo ele, enquanto a Grande Curitiba notabilizava-se como centro de qualidade de vida, motivos externos promoveram o êxodo de cidades maiores. “Executivos paulistas, por exemplo, optaram por morar sozinhos de segunda à sexta em São Paulo, deixando suas famílias aqui, onde encontraram opções culturais e comerciais, ao mesmo tempo em que vivem como em uma cidade do interior.”

Segundo Salamacha, analisar os movimentos sociais é fundamental para entender que tipo de oportunidade as pessoas valorizam hoje. A tecnologia alterou consideravelmente o conceito do que é oportunidade. Disponibilidade e visibilidade são as palavras-chave para o sucesso profissional. “A internet e a telefonia celular permitem que um profissional more na região metropolitana e consiga atender clientes de São Paulo ou do Rio de Janeiro.”

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