Uma pesquisa divulgada pela FGV dia 10/02 mostra que de 2003 a 2014 o Brasil terá 66 milhões de pessoas a mais nas classes A, B e C. Isso é a população da França!
O economista Marcelo Neri diz que um dos principais motores do crescimento econômico do Brasil de 2003 a 2008 foi o aumento da renda das classes A, B e C, além de ter sustentado a estabilidade do País durante a crise financeira.
"A expectativa para 2010 é de retomada de crescimento. Alguns cenários que projetamos até 2014 mostram que a classe ABC, que representa o topo da distribuição de renda no Brasil, pode incorporar até 36 milhões de pessoas a mais. Isso é quase meia França. Somados aos 32 milhões incorporados antes da crise, dá uma França inteira. Isto significa quase 66 milhões de pessoas incorporadas ao mercado consumidor do Brasil de 2003 a 2014", explicou o economista.
Temos aqui um fenômeno de redistribuição de renda que mudará muito as relações de mercado e ampliará as oportunidades empreendedoras, afinal, 36 milhões de consumidores a mais no topo da pirâmide de renda representa um estímulo muito importante para tirar os planos de negócio da gaveta e passar a olhar as necessidades deste público com mais carinho.
Lembrem-se de olhar o outro post sobre a Classe C (clique aqui ) para compreender melhor o que pensa esse público, uma vez que, até alguns anos atrás ele possuía um perfil de consumo muito diferente do atual. Ele ainda está numa fase de transição de comportamento e isso perdurará por mais alguns anos, conforme os dados da pesquisa da FGV.






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