Pessoal,
Hoje no blog Update or Die (www.updateordie.com) a colunista Raquel Costa nos traz uma visão muito legal sobre o que pensa a classe C.
Essas conclusões são com base numa pesquisa DataFolha que ela teve acesso numa apresentação da Expomanagement 2009 e todos os que estão desenvolvendo modelos de negócio, monografias, ou estudando este segmento devem ficar atentos aos seguintes dados:
- Representa 90% da população brasileira,
- É responsável por 79% do consumo,
- Atinge 69% do mercado de cartões de créditos,
- São 86% dos total de internautas no Brasil e
- Movimentam mais de 760 bilhões por ano.
Ainda segundo o pesquisador da DataPopular Renato Meirelles, as pessoas da classe C “São milhões de consumidores com bolso de classse média e cabeça de baixa renda”.
Raquel ainda resume que há 10 tendências na classe C que precisam ser consideradas:
- Consumo de inclusão: é hora de consumir mas o foco é abundância (com qualidade) e não o status. Produtos exclusivos continuam sendo para classe A.
- Acesso e qualidade: Adquirir um novo produto é considerado um investimento. Não há margem de erro para “comprar para experimentar” pois se não gostar terá que usar o produto até o fim para não desperdiçar o dinheiro investido.
- Capilaridade, aval e segmentação: estratégias de Ponto de venda devem levar em consideração que esse público faz compras a pé, portanto, a loja deve estar próximo de onde se vive ou trabalha.
- Redes sociais, dicas e boca-a-boca: Todos dão dicas de desconto, atendimento e bons produtos. Uma vez conquistados eles se mantém fiéis por muito mais tempo.
- Tecnologia, família e investimento: Computador tem lugar de destaque na sala de estar, roubando espaço que antes era da TV. Significa uma forma de adquirir conhecimento, ter entretenimento e lazer.
- Educação e cultura: é um caminho para a ascensão social, valorizam cada ano estudado pois melhora a qualidade de vida de todos.
- Jovens da classe C: tem voz ativa na família e 68% deles já ultrapassou os pais no número de anos na escola, são mais “pé-no-chão” e mais antenados.
- Identidade e autoestima: não esquece nem esconde de onde veio e valoriza cada conquista pessoal.
- Vaidade e beleza: as mulheres da classe C acha que estar bem arrumada diminui as barreiras sociais e étnicas, por isso, gastam pelo menos R$50,00 por mês no salão.
- Novos papéis e nova família: na classe C cerca de 30% dos lares são mantidos pelas mulheres. Aqui a igualdade de direitos chegou mais cedo que em outras classes.
Super legal, pois a classe C era, a bem pouco tempo, completamente ignorada pela maioria das empresas. Todos queriam vender para a classe A pois ela paga mais caro só que, até que enfim, descobriram o que Prahalad já falava há uns 10 anos sobre a base da pirâmide. É lá que encontra-se a nova fronteira dos negócios. É na base da pirâmide que estão os lucros, pois essa classe chegou agora para a sociedade de consumo e não dá mostras que sairá tão cedo dela.
Mas atenção, se você está pensando em ganhar fortunas vendendo por vender, vai um alerta. O consumo deve ser inclusivo e gerar benefícios em toda a cadeia – empresa, comunidade e meio ambiente, caso contrário, haverá um desequilíbrio de forças que gerará efeito contrário.
É um bom tema para debatermos.
Bons estudos.






0 comentários:
Postar um comentário